
Jogos Vorazes: A Esperança – O Final
Por Vivian DuarteAtualizado em 3 min de leitura
Publicado originalmente em 21 de novembro de 2015 no Arte Com Pipoca.
Sinopse
Com Panem mergulhada na guerra, Katniss se junta a um esquadrão rebelde que avança rumo à Capital, uma cidade transformada em armadilha. Seu objetivo é chegar até o presidente Snow, mas quanto mais perto da vitória, mais ela percebe que os dois lados da guerra têm muito a esconder.
A palavra voraz só ficou mesmo no nome. Acompanhei a franquia de perto desde a escolha do elenco e assistindo a todos os filmes, e a princípio fiquei extasiada com o primeiro, mas no decorrer da sequência acabei por sentir que tudo terminou de modo um tanto quanto morno. Não digo que o filme é ruim, pois não é, mas a verdade é que você vai acreditando que verá algo diferente e explosivo o qual fez você se apaixonar pelos anteriores e, ao sair da sala, o que resta é uma grande sensação de que faltou algo mais.
Katniss (Jennifer Lawrence) continua sendo um fantoche de ambos os lados, tanto da Capital quanto da Rebelião, e francamente não parece ter voz ativa enquanto a cada momento seus passos são monitorados. Gale (Liam Hemsworth) está mudado ao extremo – esqueçam o cara legal do primeiro filme e vejam-no tornar-se um soldado frio e calculista. Enquanto isso, o pobre Peeta (Josh Hutcherson) parece mais perdido do que nunca. Destituído da ação à qual estávamos acostumados, foi desapontador descobrir que a primeira cena que te faz liberar adrenalina ocorre somente após quase meia hora de filme, o que chegou a trazer aquela sensação de sono a quem o assistia. Há tantos personagens para se contar história que não foram devidamente aproveitados, tanta coisa que ficou em aberto que me assustei ao me deparar com a falta de aproveitamento do enredo e do elenco. Embora eu seja uma chorona assumida, o filme não conseguiu me sensibilizar com as mortes de personagens-chave – o mesmo não aconteceu a uma garota da minha sessão que chorou de soluçar, confirmando a possibilidade de que para quem leu os livros toda aquela leva de personagens poderia estar fazendo todo o sentido, ainda que a quem apenas assistiu aos filmes estivesse um pouco perdido numa cadeia de eventos superficiais e desprovidos de certa emoção.
Entretanto, nem tudo foi ruim. É preciso reconhecer que o dilema de Peeta e sua confusão mental sobre Katniss ser ou não sua inimiga trouxe dinamicidade ao longa, e que, embora eu já soubesse o que aconteceria, Jennifer Lawrence, com sua atuação brilhante, além de beleza inquestionável, convenceu a quem estava ansioso para assistir à película. Julianne Moore como a presidente Coin me fez odiá-la com um simples olhar; Donald Sutherland como o lendário Snow esteve incrível no papel e trouxe uma reviravolta quando pouco antes de seu fim trágico quase conseguiu transformar a Rebelião nos Septuagésimos Jogos Vorazes; e Philip Seymour Hoffman, que descansou em paz em seu pequeníssimo tempo de tela, continuou sendo uma peça fundamental.
De fato faltou o diferencial que me fez amar a franquia, mas Jogos Vorazes: A Esperança – O Final não é uma completa perda de tempo. Assistível, mas recomendo que o esperem sair no Netflix.
NOTA: 3,5
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Ficha técnica
- Título original
- The Hunger Games: Mockingjay – Part 2
- Ano
- 2015
- Direção
- Francis Lawrence
- Roteiro
- Peter Craig, Danny Strong
- Elenco
- Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Woody Harrelson, Elizabeth Banks, Julianne Moore
- Gênero
- Ficção científica, Ação, Filme distópico
- Duração
- 2h 17min
- País
- Estados Unidos, Alemanha
Onde assistir
Curiosidades
- Philip Seymour Hoffman morreu antes de gravar todas as suas cenas. Francis Lawrence decidiu não recriá-lo digitalmente: usou imagens já filmadas e passou algumas de suas falas para outros personagens.
- Uma dessas adaptações aparece no final: é Haymitch quem lê para Katniss uma carta escrita por Plutarch, o personagem de Hoffman.
- Francis Lawrence dirigiu os três últimos filmes da saga de Katniss, de "Em Chamas" até este desfecho.
Fontes: Estrelando, AdoroCinema
